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Todas as Glórias a Sri Guru e Sri Gauranga
Nitai Gaura Hari Bol

Srimad Bhagavatam
(de Krishna Dwaipayana Vyasa - Srila Vyasadeva)

pela Divina Graça
de
Sri Srimad Bhaktivedanta Swami Maharaj Prabhupada
Paramahamsa Thakura Mahashaya

(Original Sem "correções")

 

Terceiro Canto

O Status Quo

-.-

Capítulo 01

Perguntas de Vidura

Verso 1

çré-çuka uväca
evam etat purä påñöo
maitreyo bhagavän kila
kñatträ vanaà praviñöena
tyaktvä sva-gåham åddhimat

Shukadeva Goswami disse: Depois de renunciar seu lar próspero e entrar na floresta, Rei Vidura, o grande devoto, fez sua pergunta para Sua Graça Maitreya Rishi.

Verso 2

yad vä ayaà mantra-kåd vo
bhagavän akhileçvaraù
pauravendra-gåhaà hitvä
praviveçätmasät kåtam

O que mais há para dizer sobre a casa dos Pandavas? Sri Krishna, o Senhor de tudo, atuou como ministro deles. Ele costumava entrar naquela casa como se fosse a Sua própria, e Ele não cuidou de nada da casa de Duryodhana.

Iluminação de Srila Prabhupada:

De acordo com a filosofia acintya-bhedabheda-tattva, tudo aquilo que satisfaz os sentidos do Supremo Senhor, Sri Krishna, também é Sri Krishna. Por exemplo, Sri Vrindavana-dhama não é diferente de Sri Krishna (tad-dhama vrndavanam) porque em Vrindavana o Senhor desfruta a bem-aventurança transcendental de Sua potência interna, Similarmente, a casa dos Pandavas também era fonte de bem-aventurança transcendental para o Senhor. Aqui está mencionado que o Senhor identificou a casa como Seu próprio Eu. Assim a casa dos Pandavas era tão boa quanto Vrindavana, e Vidura não deveria ter saído daquele lugar de bem-aventurança transcendental. Por isso a razão dele ter deixado a casa não foi exatamente desentendimento de família; em vez disso, Vidura aproveitou a oportunidade para encontrar Rishi Maitreya e discutir conhecimento transcendental. Para uma pessoa santificada igual Vidura, qualquer perturbação devido a casos mundanos é insignificante. Essas perturbações, entretanto, são às vezes favoráveis para realização superior, e por isso Vidura aproveitou a vantagem de um desentendimento familiar com o propósito de encontrar Maitreya Rishi.

Verso 3

räjoväca
kutra kñattur bhagavatä
maitreyeëäsa saìgamaù
kadä vä saha-saàväda
etad varëaya naù prabho

O Rei perguntou para Shukadeva Goswami: Onde e quando o encontro e discussão aconteceu entre São Vidura e Sua Graça Maitreya Muni? Por favor, faça-me esse favor, meu senhor, e descreva isso para nós.

Iluminação de Srila Prabhupada:

Exatamente do modo como Shaunaka Rishi inquiriu de Suta Goswami e Suta Goswami respondeu, assim Srila Shukadeva Goswami respondeu às perguntas do Rei Parikshit. O Rei estava muito ansioso para entender a discussão significativa que aconteceu entre as duas grandes almas.

Verso 4

na hy alpärthodayas tasya
vidurasyämalätmanaù
tasmin varéyasi praçnaù
sädhu-vädopabåàhitaù

São Vidura era um devoto do Senhor grande e puro, e por isso suas perguntas para Sua Graça Rishi Maitreya devem ter sido muito significativas, no nível mais alto, e aprovadas por grandes círculos.

Iluminação de Srila Prabhupada:

Perguntas e respostas entre diferentes classes de pessoas têm valores diferentes. Perguntas por pessoas comerciantes em uma transação comercial não se espera que sejam altamente significativas em valores espirituais. Perguntas e respostas por diferentes classes de pessoas podem ser deduzidas pelo calibre das pessoas concernidas. No Bhagavad-gita, a discussão era entre Senhor Sri Krishna e Arjuna, a Pessoa Suprema e o devoto supremo respectivamente. O Senhor admitiu Arjuna como Seu devoto e amigo (Bg. 4.3), e por isso qualquer pessoa sensata pode deduzir que a discussão era sobre o tópico do sistema de bhakti-yoga. Na realidade, o Bhagavad-gita inteiro é baseado no princípio de bhakti-yoga. Existe uma diferença entre karma e karma-yoga. Karma é ação regulada para desfrute do fruto pelo executor, porém karma-yoga é ação executada pelo devoto para a satisfação do Senhor. Karma-yoga é baseado em bhakti, ou satisfazer o Senhor, enquanto karma é baseado em satisfazer os sentidos do executor ele mesmo. De acordo com Srimad Bhagavatam, todos são aconselhados a se aproximarem do mestre espiritual fidedigno quando estiver realmente inclinado para perguntar de um nível elevado de entendimento espiritual. Uma pessoa comum que não tem interesse em valores espirituais não tem necessidade de se aproximar de um mestre espiritual justamente com intuito de seguir uma moda.

Como um estudante, Maharaja Parikshit era sério sobre aprender a ciência de Deus, e Shukadeva Goswami era um mestre espiritual fidedigno na ciência transcendental. Ambos sabiam que os tópicos discutidos por Vidura e Rishi Maitreya eram elevados, e assim Maharaja Parikshit estava muito interessado em aprender de seu mestre espiritual fidedigno.

Verso 5

süta uväca
sa evam åñi-varyo 'yaà
påñöo räjïä parékñitä
praty äha taà subahu-vit
prétätmä çrüyatäm iti

Sri Suta Goswami disse: O grande sábio Shukadeva Goswami era altamente experiente e estava satisfeito com o Rei. Assim questionado pelo Rei, ele lhe disse: "Por favor ouça os tópicos atentamente".

Verso 6

çré-çuka uväca
yadä tu räjä sva-sutän asädhün
puñëan na dharmeëa vinañöa-dåñöiù
bhrätur yaviñöhasya sutän vibandhün
praveçya läkñä-bhavane dadäha

Sri Shukadeva Goswami disse: Rei Dhritarashtra ficou cego sob a influência de desejos impiedosos para nutrir seus filhos desonestos, e por isso ele ateou fogo na casa de goma-laca para queimar seus sobrinhos órfãos de pai, os Pandavas.

Iluminação de Srila Prabhupada:

Dhritarashtra era cego de nascença, porém sua maior cegueira em cometer atividades impiedosas para suportar seus filhos desonestos era uma cegueira maior do que sua carência física de visão. A carência física de visão não barra ninguém do progresso espiritual. Mas quando alguém é cego espiritualmente, mesmo fisicamente capaz, essa cegueira é perigosamente prejudicial para o caminho progressivo do ser humano.

Verso 7

yadä sabhäyäà kuru-deva-devyäù
keçäbhimarçaà suta-karma garhyam
na värayäm äsa nåpaù snuñäyäù
sväsrair harantyäù kuca-kuìkumäni

O Rei não proibiu a ação abominável de seu filho Duhshasana de agarrar o cabelo de Draupadi, a esposa do divino Rei Yudhisthira, mesmo embora sua lágrimas lavaram o pó vermelho em seus seios.

      

     

 

 

 

     

      

Continua em breve...

     

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